Beckham: o adeus e a lição de um popstar

No dia 19/5, no estádio Parc des Princes, na cidade de Paris (França), se encerra o ciclo de mais um jogador de futebol. Até aí, poderia ser um fato corriqueiro. Mas, não. Estamos falando da aposentadoria de David Beckham.

Além dos títulos e passagens pela Seleção Inglesa, o meia, atualmente, do Paris Saint-German, vai deixar para sempre uma lição de como explorar positivamente a própria imagem. Nos dias atuais, é comum ver jogadores de futebol nas capas de revistas ou mesmo estrelando comerciais. Porém, nada se compara ao que Beckham fez.

Para se ter uma ideia, aos 38 anos, ele encerra a carreira sendo o atleta de sua modalidade mais bem pago no mundo todo. Segundo a Forbes, faturou em 2012 cerca de R$ 44 milhões. Entre outros fatores, impulsionado por ser patrocinado por: Adidas, Coty, H&M, Sainsburry e Breitling. Sem contar o salário recebido do PSG, que ele doa para instituições de caridade.

Aliás, as suas iniciativas sociais sempre lhe renderam bons frutos. Teve participação importante no combate à malária no Reino Unido e se tornou embaixador da Unicef em 2005.

Beckham sai dos gramados, mas tem uma missão de manter a imagem e a sua fortuna estimada em R$ 612,5 milhões. Não duvide, que a próxima profissão lhe faça aumentar ainda mais a sua popularidade (se isso for possível…).

Imagem

Antes da década de 1990, explorar a imagem dos jogadores de futebol era quase um serviço inexistente (para não dizer, totalmente). Não apenas Beckham, mas Ronaldo, Roberto Carlos, Zidane e outros craques ajudaram as marcas esportivas e as empresas patrocinadoras a realizarem ativações de sucesso.

No caso do meia inglês, a curiosidade foi de que ele nunca esteve entre a lista dos melhores do mundo. Mesmo não sendo fraco tecnicamente, o seu talento no futebol não despontava entre os principais craques. Ao contrário do que acontecia à frente das lentes. Em qualquer campanha publicitária, o seu rosto se destacava.

Não por menos, a sua imagem se tornou uma das mais concorridas. Vale lembrar que a sua ida para o Real Madrid, para incoporar o famoso Time dos Galácticos, rendeu muitos lucros fora de campo. Camisas, produtos e vinda de mais patrocinadores para a equipe merengue.

No ano passado, o jornal Daily Mail (Inglaterra) divulgou que Beckham rendeu aos clubes que passou, em toda a sua carreira, por volta de R$ 3 bilhões. Nesta conta entram mais de 10 milhões de camisas da Adidas vendidas; venda das chuteiras “Predator”; e outros materiais também comercializados das equipes as quais integrou.

Carreira

Talvez, outro grande exemplo que Beckham deixou aos atletas mais novos é a maneira como conduziu a sua carreira. Primeiro, começou jogando pelo Manchester United (1993-2003), onde foi campeão seis vezes do campeonato inglês, uma vez da Champions League e Mundial Interclubes. O que o tornou uma dos principais jogadores do clube e se tornou popular pelo mundo afora.

Depois, passou por Real Madrid (2003-2007) e Los Angeles Galaxy (2007-2012). Ambas, foram transferências estratégias. Tanto para os clubes quanto para a imagem dele. Jogar em centros comerciais da Espanha e dos EUA ajudaram a manter e conquistar novos patrocinadores.

Sem contar, os dois empréstimos ao Milan (2009 e 2010) e, agora, a rápida passagem pelo Paris Saint-German. Locais esses conhecidos, entre outras opções, pelo mercado da moda. Além de tudo, ele ajudou na nova carreira de estilista da sua esposa: Vitoria Beckham.

O legado

Não apenas para si, mas para outros craques do futebol mundial, Beckham e seus assessores apresentaram uma maneira de se sustentar com verbas de marketing. Sem depender, exclusivamente, dos salários dos clubes.

Atualmente, é praxe, no Brasil, boa parte dos rendimentos mensais dos jogadores serem pagos pelos chamados “direitos de imagem”. Não é disso que estamos falando, pois essa é uma artmanha dos clubes para fugir dos impostos atrelados ao FGTS. A grande lição é como montar uma carteira de patrocinadores que circundam e favorecem a sua imagem.

Na primeira década deste século, vimos Ronaldinho, Thierry Henry, Wayne Rooney se beneficiando para encher as contas bancárias. Agora, vemos Messi, Cristiano Ronaldo e, principalmente, Neymar sendo bastante requisitados pelas marcas. Afinal, se não fosse por isso, jamais o Santos conseguiria manter o craque por tanto tempo.

Esse é o lado bom do marketing. Onde a relação anunciante e garoto-propaganda gera o famoso “ganha-ganha”. E, até, os torcedores e fãs ressaltam a importância do apoio dos patrocinadores.

David Beckham está se despedindo dos gramados. Mas, com certeza, ele deve aproveitar a sua imagem fora dos campos. Como sempre fez muito bem. Isso serve de lição para os demais esportistas e as marcas. O popstar do futebol se despede, mas a sua imagem fica. Essa é a grande lição.

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