Entrevista: NBB comemora os resultados dentro e fora da quadra

Ginásio teve sua lotação quase que total na partida final entre Fla e Uberlândia.

Ginásio teve sua lotação quase que total na partida final entre Fla e Uberlândia.

A Liga Nacional de Basquete (LNB) finalizou o seu trabalho na quinta temporada do Novo Basquete Brasil (NBB), no último sábado (2/6), com a final entre Flamengo (RJ) e Uberlândia, no Rio de Janeiro. A vitória foi do time carioca pela segunda vez. Mas não é apenas do crescimento do nível técnico da competição que seus organizadores se orgulham, os resultados fora de quadra também trazem esperanças aos dirigentes para que o esporte cresça ainda mais no país.

No jogo único e decisivo entre as duas equipes, contou, novamente, com a transmissão ao vivo pela TV Globo para todo o Brasil. A média de audiência não foi expressiva, apresentou cerca de 16% dos televisores ligados no horários, e, em média, teve 4 pontos no Ibope (cada ponto significa cerca de 60 mil pessoas na cidade de São Paulo). O motivo pode ter sido que a data foi em meio ao feriadão de Corpus Christis.

Isso não diminui a expectativa dos dirigentes, haja vista que a perspectiva é de crescimento na captação de novos patrocínios. Atualmente, o NBB movimenta cerca de R$ 48 milhões. Esse valor inclui salários, despesas dos clubes e organização do campeonato. Já o patrocínio principal da Caixa rende por volta de R$ 2 milhões por ano.

final_nbb_gui_torcida

Para fazer uma avaliação do NBB, convidamos Guilherme Buso, gerente de comunicação e marketing da LNB.

Confira a entrevista na íntegra.

O NBB chega ao final de sua quinta edição. Em termos de organização das partidas e participação do público, quais foram as evoluções constatadas nesses quesitos?

O NBB 5 elevou o nível da competição em diversos aspectos. Primeiro, na parte técnica, já que tivemos uma participação recorde de equipes (18); a inclusão de um clube do Nordeste do país, o Basquete Cearense; mais de 40 atletas estrangeiros de 10 países diferentes atuaram no NBB; e continuamos tendo o repatriamento de diversos jogadores brasileiros.

Os clubes estão se fortalecendo financeiramente. Nesta temporada, pelo menos oito equipes lutaram pelo título. O São José, que classificou em sétimo para os playoffs, eliminou o Brasília, atual tricampeão nas quartas de final. Isso mostra o equilíbrio da competição e que os clubes estão reforçando seus elencos, assim, aumentando a competitividade.

Nas arquibancadas, nós tivemos também um aumento bastante significativo de frequência de público. Nas Finais, por exemplo, o aumento foi de cerca de 30% em relação a última temporada.

O que a mudança estratégica para a criação da NBB influenciou no rendimento técnico dos jogadores brasileiros em suas equipes e na Seleção Brasileira?

Uma competição forte e atrativa faz com que a responsabilidade de todos, atletas, técnicos, dirigentes, aumente a cada jogo. Naturalmente, sentimos essa mudança na quadra. Com a criação do NBB, as equipes foram se fortalecendo e a competição passou a ficar interessante para os principais atletas.

Hoje, 40 atletas foram repatriados, como o ala do Flamengo, Marquinhos, MVP desta temporada e que estava na NBA. Além dos brasileiros, os estrangeiros também viram a força do NBB e estão interessados em vir jogar aqui, coisa que não acontecia antigamente. O Brasília acabou de trazer um dos maiores técnicos da história do basquete argentino, o Sérgio Hernandez, e jogadores como os americanos Larry Taylor, Shamell, Robert Day, e de outras nacionalidades, como o domincano Ronald Ramon e o argentino Figueroa, estão permanecendo no Brasil por anos.

O nível técnico aumentou e, consequentemente, isso reflete na Seleção Brasileira. Nas Olimpíadas de Londres, metade da equipe brasileira era formada por atletas do NBB. Todos eles, jogando no mais alto nível internacional.

Nos últimos anos, a final única conseguiu espaço em TV aberta e em rede nacional. Qual a repercussão das finais e o que isso contribui para a volta da popularidade do esporte no país?

A repercussão é enorme. A Final e o Jogo das Estrelas, ambos transmitidos ao vivo pela TV Globo, expõem o basquete a milhões de pessoas que não acompanham a modalidade regularmente. E isso é um dos fatores importantes para que a gente consiga massificar o esporte pelo Brasil.

Sobre as críticas de técnicas sobre o jogo único, qual a sua posição?

É claro que a Final em jogo único perde tecnicamente, não há como negar. Depois de vários jogos na fase de classificação e playoffs, ter que decidir o campeonato em 40 minutos de partida é um pouco duro para os clubes finalistas. Mas, como tudo na Liga, essa decisão foi tomada em conjunto e todos os clubes entenderam o momento que o NBB e o basquete estavam vivendo para que a Final fosse disputada em jogo único nessas duas últimas temporadas.

Existe uma crescente solicitação para a Globo transmitir mais jogos ao vivo da NBB. Como está essa negociação?

Agora que a Final passou, vamos sentar com a Rede Globo para conversarmos sobre essa questão.

Hoje, a NBB tem como patrocinador máster a Caixa. A NBB procura outros patrocinadores?

A Caixa acreditou no NBB desde o princípio, quando ainda estávamos começando o projeto, e isso é muito importante para nós. Ainda estamos em busca de novos patrocinadores sim.

sportIZ

6/6/2013

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s